O eurodeputado do PSD José Manuel Fernandes classificou de “aberração” a introdução de taxas para passeios a pé em áreas protegidas e apelou ao Governo para acabar “rapidamente” com aquela medida.
“É inaceitável que o Parque Nacional da Peneda-Gerês e outras paisagens protegidas sejam apenas para elites”, referiu José Manuel Fernandes, que falava numa iniciativa promovida pelo Agrupamento de Escolas de Ponte da Barca sobre a defesa da floresta e da biodiversidade.
Para o deputado do Parlamento Europeu, é “uma aberração” a taxação de grupos de caminhantes em 152 euros, com a agravante de terem de solicitar autorização com 40 dias úteis de antecedência.
Lembrou que, “para cúmulo”, andar de carro no Gerês pode custar apenas 1,5 euros e isto apenas entre junho e setembro e na Mata da Albergaria.
“Como se andar a pé fosse mais poluente e ameaçador para a biodiversidade do que um automóvel”, criticou.
José Manuel Fernandes, membro da comissão do ambiente e saúde pública no Parlamento Europeu, mostrou-se esperançado que o atual Governo “altere rapidamente esta aberração, introduzida pelo anterior executivo socialista liderado por José Sócrates, através de portaria publicada no início de 2011”.
Na terça-feira, a presidente do Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade disse à Lusa que a taxa é um meio para proteger os locais de acesso restrito dos parques naturais e sublinhou que apenas é aplicada a zonas “consideradas de proteção total”.
Segundo Paula Sarmento, a “verificação das condições em que essas atividades de visitação são efetuadas implica a emissão de um parecer e é esse parecer que é referido com o valor de 152 euros”.
Por sua vez, o Ministério da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território afirma que as medidas de restrição de acesso em áreas protegidas têm como objetivo a manutenção e preservação dos ecossistemas naturais.
Comentários: 0
0
0